Paola Caumo (34 anos)
Porto Alegre/RS
paolapoa@hotmail.com














Paola Poesias


19/09/2007 14:28
Saudades

Voltei pra deixar um beijo para todos!
Feliz dia!!!
enviada por Paola



21/08/2004 22:47
VISITE MEU NOVO BLOG
http://paolapoesias.blogs.sapo.pt/
enviada por Paola



04/08/2004 13:47
VISITE TAMBÉM MEU SITE
http://geocities.yahoo.com.br/paolacaumo/




BILHETE
Mario Quintana

BILHETE

Se tu me amas,
ama-me baixinho.

Não o grites de cima dos telhados,
deixa em paz os passarinhos.

Deixa em paz a mim!

Se me queres,
enfim,

tem de ser bem devagarinho,
amada,

que a vida é breve,
e o amor
mais breve ainda.


enviada por Paola



02/08/2004 13:32
BIOGRAFIA
Paola Caumo

Leia-me nestas páginas:
sou eu - despida de preconceitos -
folheia minhas fases, rabisca meus louros
enreda-te nas teias da minha história
e sorva nas minhas linhas
o gosto de tua própria vitória.


enviada por Paola



02/07/2004 17:15
PARADIGMA
Paola Caumo

Por quê?

Por que é assim o soneto:
duas quadras e dois tercetos?

Por que não o contrário?
Por que nenhum verso solitário?

Por que a sílaba métrica,
o ritmo, a rima?

Paradigma.

18/06/2004

http://geocities.yahoo.com.br/deliriosplurais/paradigma.htm



De volta...
Depois de algumas andanças por outros pontos da rede, cá estou eu de volta ao meu primeiro cantinho virtual.
Senti saudades da simplicidade do bloguinho e das minhas queridas visitas.
Aí vai um pouquinho do poeta Leminski para o nosso deleite.

ASAS E AZARES
Paulo Leminski in distraídos venceremos

"Voar com a asa ferida?
Abram alas quando eu falo.
Que mais foi que fiz na vida?
Fiz, pequeno, quando o tempo
estava todo ao meu lado
e o que se chama passado,
passatempo, pesadelo,
só me existia nos livros.
Fiz, depois, dono de mim,
quando tive que escolher
entre um abismo, o começo,
e essa história sem fim.
Asa ferida, asa ferida,
meu espaço, meu herói.
A asa arde. Voar, isso não doi."



enviada por Paola



19/05/2004 14:54
ESPELHO MÁGICO
Paola Caumo]

Na face da menina
o espelho da infância.
Fábulas e fantasias
façanhas e faceirices
álbum de falácias.

Reflexo de ilusões,
idealismos da idade.

Saudades.

17/05/04

enviada por Paola



25/04/2004 20:54

PRESENÇA
Paola Caumo

Amiga... Estás triste?
Não posso dizer-te não fiques triste,
mas posso lembrar-te
da alegria que existe em ti...
Não posso dizer não chores,
mas posso acolher-te em meus braços,
escutar tua dor,
acarinhar teu coração,
fazer do pranto o riso
e do riso um motivo para sorrires...
Não posso trazer-te o amor que queres,
recuperar tuas perdas,
resolver teus problemas,
mas posso ajudar-te a recordar
dos imensos ganhos de tua alma,
da grande força que tens,
dos inúmeros obstáculos que já superaste,
dos exemplos simples da natureza...
Não. Não posso arrancar tua dor,
mas posso ajudar-te a dissipá-la, transformá-la...
Bem. Talvez nada disso possa fazer.
Mas com certeza posso estar a teu lado,
Dar-te minha presença
e no afago do silêncio
apenas dizer-te o quanto te gosto.

17 de abril de 2004.




enviada por Paola



25/04/2004 20:49

Sabor de Mim
Plínio Sgarbi

me entrego cru
inteiro e nu
sinto-me teu
para os prazeres
sabores sem fim

por um vão do teu corpo
onde costumo deixar
ficam amores de mim


Mon Goût
Plínio Sgarbi

Je me rens dur
Intiérement nu
Je me rends à toi
Pour savourer à la fin
Tous les plaisirs

Pour un creux de ton corps
Oú j’ai l’habitude de laisser
Au bout mes amours


**** * ***

Teu Sabor
Paola Caumo

Teu Sabor
Paola Caumo

Em tua entrega
sem reservas
sinto-te meu
nas delícias e carícias
do amor em chamas

Em meu corpo
Recebo-te inteiro
e guardo enfim
teu amor em mim

Ton Goût
Paola Caumo

Quand tu te rends
Sans regrets
Je te sens à moi
aux délices et careces
de l’amour aux flammes

Dans mon corps
Je te reçois
et je garde á la fin
ton amour dans moi

*Trad. para o francês: Maria Petronilho



enviada por Paola



09/04/2004 18:40

PACTO
lisieux

Vou cerrar as cortinas, tapar os espelhos com negros lençóis, desligar o som... música, para que?
Vou ingerir um punhado de barbitúricos... quero dormir! Buscar no sono a paz que não encontro no dia lá fora da minha janela, no zumbir de abelhas, na explosão de cores, na chuva... no sol...
Vou encontrar um meio de apagar lembranças... borracha do esquecimento quero passar sobre o passado...
Vou me esconder no fundo de um armário.
Vou me enviar pra Austrália na primeira posta-restante.
Vou mergulhar sem pára-quedas no meio do Atlântico...
Vou tomar um porre.
Vou fazer um pacto com o silêncio e a solidão...
E, apenas uma vez na vida, não vou chorar por você.

BH - 09.04.04
02h24m


PACTO
Paola Caumo

Vou abrir as portas do sonho e viajar pelas nebulosas...
Vou escancarar meu amor ao mundo
e ao final dos versos declarar singelamente: Amo-te!
Vou criar asas e atravessar o oceano só para roubar-te um beijo...
Vou me transformar em poeta para penetrar nos mistérios
do amor e decifrar-te nas gotas da chuva...
Vou fechar os olhos e sorver-te até o último gole.
Vou fazer um pacto com teu corpo e alma.
E, apenas uma vez na vida, vou esquecer o mar que nos separa.

09/04/04

enviada por Paola



05/04/2004 14:06

VIDA INDEFINIDA
Paola Caumo

Quiseram-me limitada
Presa num quadrado
ou em círculos andando
Nesse mundinho dado
Asas cortadas
Espaço delimitado

Rompo o casulo
Minhas linhas são plenas de movimento
Abstratas e indomáveis
Viajam até sem meu consentimento
E a dor do rompimento
Esgarça meus sentidos
e da liberdade alcançada
uma vida ilimitada se abre
sem prévia autorização
sem óbvios desfechos

Assim me arremesso
Em linhas indefinidas
Amor e dor fora da ordem
Possíveis túneis, infinitos céus
Voando e caindo
Novos caminhos se abrindo
Felicidade sem permissão
Tristezas perpendiculares
Azar do medo
Linhas sempre em expansão...

04/abril/2004
acompanhando as poetisas Mavi Lamas Zena Maciel e Lara Cardoso



enviada por Paola



04/04/2004 12:02
JUNTO A TI
Paola Caumo

Dize-me meu amor
o que te vai na alma
Grita teu pranto
chora tuas lágrimas
Dá a mim essa dor
escondida e doída
Deixa que eu escute
teus silêncios
e acompanhe teu sentir
Deixa que eu te sorria
e te mostre da moeda
o outro lado
Deixa que eu me cale
e nas palavras mudas
te sussure somente
o essencial:
meu amor
sem rima e sem medida

28/março/2004

ME ACOMPANHOU O QUERIDO POETA PEDRO VALDOY

JUNTO A TI
Pedro Valdoy

Minha alma
está colada à tua
Nosso amor é eterno
Teu pranto secará
com minhas palavras
A tua dor é a minha
e deixa de estar escondida
Escutarás meus silêncios
com alegria
e o meu sentir é o teu
Sorri como sorrias antigamente
e as avezitas entoarão
cânticos de amor
As palavras
soarão a beijos teus
Podes sussurrar
e fazer poesia
para recordar velhos tempos

4/Abril/2004



enviada por Paola



28/03/2004 18:33

GENTE, meu bloguinho ganhou prêmios. Olha que chique que estou. Na verdade ganhei 4 prêmios, mas só vou colocar um para não me exibir muito.

Um super beijo e obrigadão para a Elaine e o Henrique pelo carinho.




http://www.sokarinhos.com.br

enviada por Paola



28/03/2004 04:55

NEM SEI...
Paola Caumo

Nem sei mais como sou...
Andei por tantos jardins e túneis
em lágrimas correndo veias...
Sim. Sou loucura presente
em minha pretensa sanidade
Exploração consciente
de pseudo fantasias...
Não. Nada é definitivo.
Sempre há um brilho novo em minha íris
E uma dor escondida no âmago de mim...
Sim. Sou busca constante
nesse labirinto sem fim...

25/03/04



enviada por Paola



28/03/2004 04:47

CHORO A AUSÊNCIA
Paola Caumo

Choro tua ausência
Porque sei-te presente
Em todas minhas horas

Choro a saudade
De teu abraço apertado
Da tua mão em minha face
Dos carinhos que não trocamos

Choro a distância
Cruel companheira de nós dois
Que nos priva de andar de mão dadas
E adormecer lado a lado

Choro o mar que nos separa
Que impede a realização plena de nosso amor
Razão de nossos sorrisos e de nossas lágrimas...

26/março/2004


enviada por Paola



28/03/2004 04:45

HOJE ME FESTEJO
Paola Caumo

Hoje me festejo
E todos os meus momentos
serão de contentamento

Hoje me comemoro
Nas palavras, na poesia
No silêncio, no pensamento
Nas carícias e delícias
do amor dos meus amigos
Meus "tudo" nessa vida

Hoje me alegro
Pelo simples existir
Sem pensar nas agonias
E em tantas heresias
existentes por aí

Hoje me amo
Porque mereço ser amada
E estar apaixonada
Sorrir, ousar, voar
Em jardins de margaridas

Hoje me dou o direito
De cumprir com meu dever
De ser feliz agora

Hoje te espero pra festa
Endereço: meu coração
Podes vir a qualquer hora
Nosso presente: O AMOR

26/março/2004




enviada por Paola



26/03/2004 10:16

Olá Gente:
Em 26 de março nasceu uma linda estrela: EU
Então, hoje é meu dia! Tudo de bom pra mim!
Obrigada por estarem comigo! Amo vocês!
Paola

enviada por Paola



14/03/2004 09:42


O CORPO DA NOITE
Paola Caumo

Ao descer a cortina do sol
Embrumas-te de nostalgia
Já se fora o calor do dia
Envolves-me em cachecol

Em tuas escuras esquinas
Estrelas mostram-te a luz
Esqueço minha amarga cruz
Como se não houvesse sina

E acolhes minha poesia
Expressão máxima de mim
Palavras em tua melodia

Nos sons de tua manseutude
Canto meu desejo eterno:
Em teus braços a plenitude

12/março/2004
acompanhando as poetisas Olga Matos e
Angélica T. Almstadter

enviada por Paola



13/03/2004 07:54
AMOR VIRTUAL
Paola Caumo

Este amor que me habita
me faz tão mais bonita
me enche de esperança
desperta minha criança

Este amor que ouve meus lamentos
e que me conta seus tormentos
com quem divido minhas alegrias
incontáveis momentos de magia

Este amor que me alucina
desperta minha adrenalina
me toma com todo tesão
Me faz perder a razão

Este amor que me enterna
numa amizade eterna
sossega a minha alma
com toda candura e calma

Este amor que me entende
e não me acha duende
viaja nas minhas loucuras
e me afaga com brandura

Este amor que me completa
e me transforma em borboleta
saindo do casulo apertado
sem medo do meu passado

Esse amor que me dá vida
me ensina a amar sem medida
assopra do céu as cores
me cobre do perfume das flores

Esse amor que é só nosso
Intenso e maravilhoso
Dizem que não é real
Só porque é virtual

09/março/2004


enviada por Paola



11/03/2004 14:45
ARTE

Mãos que
colorem minha alma:
Tua tela de amor

Paola Caumo
11/03/2004



enviada por Paola



08/03/2004 17:33
MULHER
Paola Caumo

deliciosamente és jura
de despertares encantados

carinhosamente és verbo
de diálogos perfumados

ousadamente és luta
de batalhas humanizadas

amorosamente és ação
de vidas transformadas

apaixonadamente és brilho
de encontros enamorados

utopicamente és frágil
da sociedade ultrapassada

maravilhosamente és alma
iluminando as jornadas

05/março/2004

enviada por Paola



06/03/2004 11:02
UM MOMENTO INESQUECÍVEL - Dia da formatura da minha maninha do coração, SABRINA.
Parabéns Bininha! Desejo-te muito sucesso e que tua profissão seja sempre um prazer no teu existir, minha advogada!
TE AMO MUITO!!!



enviada por Paola



04/03/2004 17:29

A SOLIDÃO DE SER
Paola Caumo

Custa a entender, não me convenço
Que sempre serei só no meu ser
Ninguém sentirá as minhas dores,
Ninguém será feliz por mim,
Ninguém realizará o meu legado,
Ninguém pode ME ser.

Acalento sempre o sonho
Que não serei só no meu ser.
Mas esse é um desejo impossível.
A cada alma sua existência,
Suas dificuldades, suas potencialidades.
A cada um o seu sentir,
Suas belezas e suas tristezas.

As vezes me deparo com
essa solidão de ser,
do meu ser, do meu existir.
Nessas horas o mundo é grande demais
e a minha angústia é a minha impotência
diante de mim mesma.

Custa a entender, não me convenço
Que sempre serei só no meu ser.
Acima de qualquer relação,
por mais que bata meu coração,
O amor que serena e pacífica
que expande e multiplica
Antes de mais nada
ama seu próprio ser.

03/03/2004

Posto aqui um poema da amiga Célia Lamounier publicado livro de sua autoria "Sirgas e Organsins" 1986

NO PALCO
Célia Lamounier – MG

Estamos todos sozinhos,
entregues a nosso destino:
vede uma dor que aparece,
uma criança que chora,
um grande amor que se esquece,
um homem velho que tomba!

Vede também quanta guerra,
quanta ambição desmedida
e tanta luta perdida!

Sozinhos...
no palco da terra.

http://celialamounier.portalcen.org



enviada por Paola



02/03/2004 13:52
"baixa estima"
Paola Caumo

Me sinto pequena,
não boa o bastante

Sempre a ter que provar
competência,
excelência

Ser estrela
a qualquer custo,
mas igual
nunca brilhando
o bastante
para ser especial

Não admitindo falhas
orgulho que machuca
dilacera a emoção
descordena a razão

Sempre a ter que provar
Excelência...
Para quem
a não ser a minha propria
exigência?

02/03/04


enviada por Paola



20/02/2004 00:27
NÃO ME NEGO À LOUCURA
Paola Caumo

Oh, adorável loucura,
Leva-me para os teus braços!
E arranca-me desse lugar de dor
E penosa realidade!
Sim! Tu que és a salvação,
Dos soldados em retirada,
Dessa vida por demais massacrante,
Leva-me para os teus labirintos,
Aonde as esquinas sem nexo
São remédio para o insuportável caminho!

Mostra, a quem tenta entender-te,
Que somos de outro planeta
E que viajamos com os cometas,
Buscando a beleza sem fim no cosmos
Desta vida obsoleta!

E diga,
Que não queremos anestesia,
Que nos deixem à revelia,
Deste mundo que criamos!

Não queremos ser normais,
Não queremos ser iguais,
Deixem-nos ser diferentes,
Mesmo no ranger de dentes,
No mais forte dos pesadelos.

Sanidade dói demais,
Para quem não suporta o sentir
Que carrega dentro de si...
Deixem-nos, no mundo das artes,
Dos desajustados, dos desassociados,
Não queremos a hipocrisia,
Essa falsa alegria
(Sorriso cínico, viagem autorizada),
Não somos foras-da-lei,
Nascemos com DNA marcado,
De sentimento exacerbado!

Ó loucura,
Protege-nos do mundo!
Tu que nos aceitas vagabundos,
Com todas as mazelas que a
Sociedade condena e reproduz,
Com títulos e honrarias,
Deixa-nos ficar aqui!
No lugar dos sem-lugar,
Antes que o espelho da
Insanidade o atravesse
E com fúria crie um novo Aldol.

19/fevereiro/2004)



ACOMPANHA-ME NESSE POETAR A QUERIDA LIRIA PORTO

ao hospício
líria porto

ela é louca louca louca
não coordena mais nada
ainda escreve com pena
arranca as penas da asa
ela é louca
só bebe água da chuva
e em seus olhos de louca
correm gotas
enxurradas...

ela é louca louca de pedra
isso eu garanto a ti
beija as pedras fala com elas
tem cuidado com essa louca
ou pelo menos tem pena...

nas noites de lua cheia
pendura-se aos parapeitos
estufa o peito e voa
porém as penas das asas
ela arranca quase todas
só falta um dia essa louca
jogar-se com as suas penas
não sobrar nenhuma pedra
nenhuma asa
nenhuma louca
nada...

enviada por Paola



19/02/2004 00:12

DESFOLHANDO O TEU SORRISO
Paola Caumo



Este dia nasce com o teu olhar, com o teu sorriso
acariciando minhas faces...

Esse dia nasce com o teu toque em silêncio
no virar das horas segundos
que passas ao meu lado...

Esse dia nasce belo com a tua poesia,
nasce com a tua presença
calada em meu peito...

Esse dia é dia de nós dois,
de nossos sonhos bonitos,
de nosso amor ameno,
de nosso desejo constante...

Esse dia é mais um dia que eu te amo assim:
feito flor em meu jardim,
suave perfume que inspiro,
doce melodia de meu dia...

Esse dia que nasce e me faz tua,
mais uma vez e sempre,
perdida em teus beijos
eternos avelãs de meu viver...

18/fevereiro/2004

enviada por Paola



15/02/2004 18:32

CHEGASTE
Paola Caumo

Chegaste!
Não pediste licença:
Te adonaste do meu coração.
Não vieste com recomendações:
Te apresentaste único e só.
Não vieste com adornos:
Logo te mostraste nú, essência.

Chegaste!
Sensibilidade extremada,
Delicadeza e beleza,
Puro sentimento.

Chegaste!
E eu não pude fugir.
Vida de tua vida,
Vida de minha vida.

Chegaste!
E te chamamos
simplesmente
pelo nome de
AMOR!

13/fevereiro/2004



enviada por Paola



13/02/2004 12:08
ENTREDIZER
Paola Caumo

Entrecortada
face cinza
pausa do ser

Existência
sem destino
giro, recôndita,
desatino

Átomos
hereditariedade
força oculta
memória

Pedaços de
história...

13/fevereiro/2004

enviada por Paola



05/02/2004 17:34


ENTRE REALIDADE E SONHO
Paola Caumo

Podem nos chamar de sonhadores
mas somos assim: queremos em abundância
flores, perfumes, estrelas
beleza em todos os sóis

Nosso sonho é grandioso
sermos felizes - sem medo -
compartilhar momentos de ternura
pequenos instantes: um sorriso ao amanhecer
uma palavra em qualquer tempo
entendimento da alma quando chora
ombro amigo nas incertezas
estímulo no realizar

Desejo de vida, de corpos
delírio dos sentidos: entrega
apenas um abraço - que é tudo -
Remédio, prevenção e cura
Presença, força e alento

Criança nascendo - o milagre da vida -
apreendendo a ver de novo
como se fosse a primeira vez
a magia desse mundo tão grande

Sim, nos deixem!
Queremos viver nosso sonho
A realidade que nos acompanhe
já que este, meus senhores,
é o nosso legado.

04/fevereiro/2004

enviada por Paola



01/02/2004 19:29

BRILHO DE POETA
Paola Caumo

Teus olhos reluzem
a cada verso que compões
e as notas que vão formando
o arco-íris de tuas emoções
dançam em teu olhar...

Como é belo ver-te
pintar o mundo com
tua harmoniosa beleza
e grandeza de tua alma

As palavras ganham aromas
em tuas mãos ligeiras
e fluem em linhas ritmadas
deliciando ouvidos atentos
com sentimentos intensos

Em teu caminho
um amor maior
te liberta e expande:
Vives o poema
de coração apaixonado

Assim marcas o tempo
com tua estranha
forma de fazer-te presente
irrigando quem tem sede
de sentir em abundância

Teu brilho já é livre
A poesia o leva ao
universo do encantamento -
- prazer de quem o vê!!!

Mas se engana quem
te imagina depois opaco.
A criação se renova a
cada instante, e no
movimento de tuas estações
a arte se doa eternamente...

30/janeiro/2004


enviada por Paola



29/01/2004 10:22

AMO-TE
Paola Caumo & Jorge Humberto

Amo-te na ternura do teu olhar
fluorescência de emoções e auroras
que manifestas para mim

Amo-te na suavidade do teu sorriso
Alegria espelhada por entre teus lábios
sonhos macios, aveludados, de cetim

Amo-te em tua sensibilidade latente
marca d'alma, razão de teu ser
dores e amores maiores que o querer

E no doer do sentir, somos duplos.
Amo-te na franqueza do traço
pedra talhada em rude molde
subtil detalhe do que é puro

Amo-te na crueza da palavra
na verdade do gesto
que não pede licença e corre:

ora sorriso, ora grito já.

Amo-te porque és isso e basta
não quero flores de adorno
que me importa saber-te casta...

Quem ama, ama e já está.

Amo-te com todos os sentidos
e sem nenhum sentido
Minha loucura, tua razão...

Amo-te como se fosse noite
Não importa a cor dos dias
Amo-te em qualquer tempo...

O tempo é sempre nós agora.

28/janeiro/2004

enviada por Paola



29/01/2004 10:19
CARTA DE SAUDADES
Paola Caumo

Amor meu,
Meu coração já está apertadinho de saudades de ti. É certo que estarás sempre comigo, em minha alma, em meu pensamento. Em cada paisagem verei nós dois, ao olhar o mar vislumbrar-te-ei além dele, nas dunas, nos rochedos, em toda parte.
Sei que tua alma bela produzirá muita poesia e teu ser estará pleno de amor em versos e eu estarei em ti em cada letra que criará asas pelas tuas mãos.
Muita poesia nascerá também de minha alma... poesias de saudades, de contemplação, do acalento que sentirei de nós dois.
Amar-te-ei todas as noites em pensamento, lembrando do teu rosto sereno, homem, menino, teu olhar desvendador de mistérios, mas acima de tudo teu imenso amor que transborda em desejo e paz.
As músicas que ouvirei serão o teu canto meu, como os bem-te-vis que anunciam o bem existente em cada ser da natureza.
Levarei comigo tuas palavras, ternas e envolventes, nossas brincadeiras ao anoitecer que nos comprova que a alegria vem das coisas simples e do deixar-se seduzir pela magia como as crianças.
Fecho os olhos e vejo teu sorriso que sei nascer pra mim, daquele amor imenso que te faz explodir de emoção e dor.
Estarei em tua janela, no sol da manhã, no frio do entardecer, nas estrelas que te espiam, na lua que nascerá só para nós.
E enquanto pintas o imensurável sentir com tuas pétalas do alfabeto, eu voarei por entre o perfume da tua poesia, nos braços da tua fome, no amor das velas acesas, que iluminam nosso cenário de sereno deleite, transformando os segundos em eternidades.
Tua, sempre tua borboleta-mulher, mulher-borboleta.

enviada por Paola



29/01/2004 10:17

INCONSTÂNCIAS
Paola Caumo

A sensibilidade de minhas lágrimas
em segundos transborda minh'alma
numa verocidade que me domina
apesar de ser eu...um animal racional...
Instantes que me fazem submergir
a um caótico sentir - formado de bolhas
de palavras ao acaso: pregos em minha
epiderme rasgando lógicas...
Menos que uma ferida,
mais que febre escaldante
pedaços de mim beligerantes

27/janeiro/2004

enviada por Paola



29/01/2004 10:15
DELICIAS DE POETA
enviada por Paola



29/01/2004 10:13
INEFÁVEL AMOR
Paola Caumo

tu, meu instante tão belo
cheiro e voz de borboleta
sabor verde, rosa, amarelo
sentir perfumado de poeta

encanto dos tons da lua
paisagem crua, infinita
figura transparente e nua
minha estrela tão bonita

tu, meu amado original
amor com seiva, cor e fruto
alma livre, sem digital
meu doce afago absoluto

21/janeiro/2004

enviada por Paola



15/01/2004 14:32



perda total
paola caumo

chega de me contentar com migalhas
não quero mais restos de amor
se é para sofrer, que seja por inteiro
que seja dor aguda, lancinante
que seja perda total e não luto constante
não posso ficar com pedaços amputados
e o resto dilacerando a ausência
prefiro cortar tudo pela raiz
e ficar sem absolutamente nada
alma em prantos, estraçalhada

15/janeiro/2004

enviada por Paola



15/01/2004 14:28

PERDOA-ME
Paola Caumo

Perdoa-me
Por esta solidão que sinto
perdida em meus labirintos
esse não sentir
esse de tudo desistir

Perdoa-me
Por essa fraqueza humana
por querer o nirvana
sem luta, sem labuta
Por essa dor absoluta


Perdoa-me
Pelo caos dos sentidos
pelo olhar perdido
Pela morte em vida
covarde, suícida

Perdoa-me
Ajuda-me
Mostra-me a luz
a esperança
de uma criança

12/janeiro/2003


enviada por Paola



13/01/2004 01:00
CIO
Paola Caumo

Sim. Me pega,
me leva para a cama
Me possua no quarto,
na cozinha, na sala
Seja meu homem,
meu dono, meu ordinário
Sinta meu corpo quente
desejando-te sem parar
Deixa eu te sentir rijo,
teso, louco por mim
Mostre-me o caminho
da insana luxúria
Queira-me mil vezes
E depois saia de mansinho
Deixe apenas o cheiro de sexo
desse tesão desconexo
Sem palavras e promessas vãs

11/janeiro/2003

Me acompanhou a linda poetisa Liana Oliveira
CIO II
Liana Oliveira

Vem! Te quero!
Como gata carente
te quero na cama,
na grama, na lama,
sem medo ou pudor...
Teu corpo, meu corpo
frenesi de emoção
Tesão aguçado
nos corpos colados
Me beija, me lambe
Sou gata no cio
Te quero meu homem
Vem me pegar.
Depois fecha a porta
e sai de mansinho
me deixa na cama
tesão saciado pensando
sozinha quando vai voltar!

11/01/02

enviada por Paola



10/01/2004 18:34

AMOR PROFANADO
Paola Caumo

eu que pensei
que me amavas
como nenhum outro
com tua alma junto a minha
e quando me possuías
te rendias ao fascinante
mundo de nós dois

eu que pensei
que se não pudéssemos
realizar este sonho
poderíamos ao menos
vivê-lo através do olhar
e sua intensidade seria
tão grande ou maior
que nossos corpos unidos

eu que pensei
que tu eras diferente
que jamais farias-me
sentir objeto infame
que jamais tornar-te-ia vil
ao nosso sentimento
que escaparias à desilusão
completa de minhas utopias

eu que pensei
que nosso amor era sagrado
e jamais poderias profaná-lo
por sentir-te em mim como
eu sentia-me em ti
e por mais humanos que fossemos
nosso amor estava imune
ao primário e selvagem ferir

eu que pensei
que nosso amor
seria imaculado
para sempre guardado
no âmago de nós

pensei errado
está quebrado
profanado
aviltado
antes nunca o
tivesse sonhado

10/janeiro/2004

Me acompanhou minha "dinda" e poetisa Lisieux
AMOR SEM PECADO
Lisieux

eu pensei que o nosso amor fosse daqueles
sem hora marcada, sem papel passado
que não tivesse presilhas e só se aprisionasse
pelos eternos laços da ternura
imaginei que os nossos olhares
mesmo não estando mergulhados
ao vivo e a cores um no outro, pessoalmente
pudessem para sempre se fazer presentes
na doce magia dos encontros virtuais
até pensei que o nosso amor jamais pudesse
ser profanado, ser assim jogado
na lixeira tão cruel do esquecimento
mas me enganei e só agora vejo
que o amor que eu julguei que fosse eterno
foi para ti apenas vil divertimento
e amor que eu pensava sem pecado
agora é cicatriz, sinal marcado
guardado para sempre no arquivo da memória
apenas um momento em minha história...

BH - 10.01.04 / 20h02m


enviada por Paola



10/01/2004 11:50


ONDE ESTÁS?
Paola Caumo

Procuro-te em meus lençóis
Tocando-me suavemente
Olhando-me com brilho e desejo
Sussurando-me delícias de amor

Vejo-te, ouço-te, sinto-te
Esse meu pensamento teu
coração acorrentado...
Busco-te no orvalho de
mais uma noite de espera

Se eu pudesse materializar-te
tirar-te desse éter
tocar-te com minhas mãos
Seria rosa aberta, em flor
Entrega, êxtase, amor

Apenas sonhos que partem-se
a cada manhã
deixando o gosto amargo
de uma saudade infinita
por saber-me sem ti
Onde estás?

08/janeiro/2004

enviada por Paola



09/01/2004 12:26
AINDA ESPERANÇA...
Paola Caumo

Eu nem sei se acredito...
Em amor, encontro, utopia
O meu coração que sonha
E a razão que me contraria

Mas a emoção logo esquece
Das dores sofridas outrora
E torna a buscar estrelas
E horizontes na aurora

Eu nem sei se acredito...
Nessa tal felicidade
Gostaria de poder amar
Sem essa tal dubiedade

Mas quem sabe o universo
Conspire minha fantasia
Torne realidade a espera
De viver esta alegria

07/Janeiro/2004



enviada por Paola



05/01/2004 08:30
Aqui vai uma poesia que amei do poeta ®Rick Steindorfer
A LINHA DO PRAZER

A linha que divide nossos corpos
é a mesma linha que nos une
que delineia as tuas curvas
e mostra a mim os limites
que percorre nossa pele
e descobre em nós o prazer
a força do orgasmo expressa na vida
a sensação da alegria que nos enfuna
descobrindo na nossa essência
a intenção que nos abrange
nos expande e faz viver.

®Rick Steindorfer


enviada por Paola



05/01/2004 07:14

ENTRELAÇADO DO VAZIO
Paola Caumo - Angela Lara - Lisieux

...hoje estou absorvida pelo nada
apagada, sem nenhuma brasa
apenas cinza, na fogueira extinta
nem o vento ondula minha alma
nem a dor me tira a calma
vida apagada, desbotada tinta.

fico deitada na noite
contando estrelas como açoite
os vergões marcando o lombo.
brasas cintilam no horizonte
rumores em queda da ponte
enorme o tamanho do tombo.

meu corpo opaco que cai
meu sangue que se esvai
hemorragia que mata.
dissabores que lembram alguém
por dentro, à espera de um bem
a saudade, que maltrata.

esperanças... quase vivem sem mim
como a sina do não e do sim...
ou a dúvida do talvez...
vou-me embora da tristeza
porém, com toda a certeza
hei de ter a minha vez...

a alegria renasce de espinhos
quem sabe, em algum ninho
ou n' água de uma nascente,
o amor ressurja intrépido
como fagulha no deserto...
como a estrela, do Oriente.

Porto Alegre * 04/janeiro/2004
Belo Horizonte * 05/janeiro/2004

Entrelaçado que surgiu em uma conversa pelo messenger...
com piteco posterior da enxerida lisieux... risos
enviada por Paola



01/01/2004 22:24

Uau.... A Aline está poetando! Vejam só que maravilha!

ANJO NEGRO
Aline Caumo

Estou a espera de um anjo
Um anjo que me tire
Desse abismo do qual vivo,
Que me tire desse lugar
Desse lugar sombrio
Que me provoca arrepios
E que dele nunca consegui fugir
Apesar de inúmeras vezes tentar,
Em vão, mas tentei,
Tentei me livrar dessa
Cela escura e sombria
Mas foi tudo em vão.

Olhe no fundo dos meus olhos
E verá a minha alma
A minha alma sólida, atenuante e fria
Só você, anjo negro,
Pode fazer com que ela
Deixe de ser essa assombração.
Ela perturba
Aterroriza
Impressiona
Machuca
Fere ao extremo

Mas ainda há uma saida,
Ainda há uma saída...
Só é preciso achá-la...
Só é preciso acha-lá.

http://rock_n_roll_forever.blig.ig.com.br/

enviada por Paola



01/01/2004 22:15

Minha entrada de ano foi um tanto exótica e algo de maravilhosa: Eu, a Janete, a Keli, O Dani e o Rafa fizemos um passeio de barco no Rio Guaíba. Foi lindo, divertido, gostoso.

MARCO SOBRE AS ÁGUAS
Paola Caumo

Num pequeno barco
sobre as águas do rio Guaíba
abaixo do céu estrelado
fiz meus pedidos
ao criador do universo

A água limpou minha alma
e meus sonhos se transformaram
em estrelas brilhantes e esperançosas
livres no espaço sideral
para realizarem milagres

Meu coração acarinhado
pela presença de amigos amorosos
significante do amor em sua pureza
da escolha livre de imposições sociais
do sentimento sem condições

Um marco de convicção interior
na perfeição da natureza
em nossas potencialidades de
criação, movimento, transformação
em nós e a partir de nós

01/janeiro/2004

enviada por Paola



01/01/2004 22:10

DEPOIS DE TUDO RENASÇO
Paola Caumo

Eu, que vi de perto o fim da esperança,
que vivi dias de extremo vazio,
sem flores, sem mar, sem cores.
Eu, que vivi jornadas de puro pranto,
e nenhum acalento para minha alma,
rochas cinzentas explodindo em mim.
Eu, que via todos passar por mim
sem poder tocá-los, sentindo-os
escapar por entre meus sentimentos.
Eu, que perdi a vergonha de não ser perfeita,
e me considerei a mais esdrúxula das criaturas.
Eu, que pedi socorro a médicos e curandeiros,
a todas as famílias que encontrei nessa vida,
e a ajuda sempre escorria por minhas veias
sem me dar a cura tão sonhada.
Eu, que vi o nada flutuando em mim
furtando-me a vida em cada ferida .
Eu, que esqueci todos sonhos e por mais
que quisesse sonhar meu desejo era nulo.
Eu, que vivi nessa dor que parecia
tomar conta de tudo.

Depois de tudo...
...renasço para uma nova vida,
com todas as agruras presentes,
mas não mais donas de mim.
Renasço para a minha beleza e a ternura
presente nos pequenos gestos essenciais.
Renasço para o trivial necessário e o
sublime sempre presente no éter do sentir.
Renasço simplesmente para o amor.

28/dezembro/2003.




enviada por Paola



28/12/2003 12:38
Comemoração de final de ano de minha segunda família - a do meu trabalho. O Bohn Gass é o carequinha, uma das pessoas mais humanas que tive o prazer de conhecer, que faz política como eu faço poesia: com alma. Todos meus colegas são pessoas maravilhosas e moram no meu coração. Obrigada a todos por fazerem parte de minha vida de uma forma tão especial!

www.deputadobohngass.com.br

enviada por Paola



27/12/2003 15:21



PERSPECTIVA
Paola Caumo

Quero um ano apaixonado
Com amor, amante, namorado
Quero muitos amigos ao meu lado
Pra rir, chorar, contar enfados

Quero um ano com muita poesia
Música, dança e alegria
Deixar pra lá a monotonia
E quem sabe perder algumas manias

Quero desejo, gozo e prazer
Nas coisas que terei que fazer
Dar encanto ao viver
Nada, nada de sobreviver

Quero vida, delícias e rosas
Aqui está o meu projeto
Mas venha o que vier estou pronta
Só não pode faltar afeto

27/dezembro/2003


enviada por Paola



27/12/2003 15:15

AMANTE FUGAZ
Paola Caumo

Tu, meu amante misterioso
Que cobre minhas noites de desejo
E nelas se deleita em meu corpo
Consumindo cada centímetro de meu ser
E ao me tomar provoca vertigens
como um mar revolto a me tragar

Sim. Sou nada ao vento
Embalada por esse sonho
Me vou para a estratosfera
Com tua presença marcante
Carimbando-me inteiramente
com fagulhas de prazer

E quando retorno à razão
Te busco entre os lençóis
E para meu desespero
Já te fostes ao acaso
Deixando-me assim -amada e só-
Nesse imensurável gozo

26/dezembro/2003
Porto Alegre


enviada por Paola



27/12/2003 03:35

TEU SILÊNCIO
Paola Caumo

Como num pássaro ferido
Teu silêncio carrega dor...
...A dor de não mais poder
Cantar ao mundo a alegria
A esperança, a beleza

Teu silêncio evidência
A morte dos sonhos
E teus grunhidos são um
constante pedido de socorro
Ora disfarçados em gentilezas
Ora demonstrando toda tua ira

Teu silêncio esconde
Um coração sangrando
E por seus filetes
Escorregam algumas palavras:
Resistência de teu ser
À morte que anuncias

Teu silêncio faz muito ruído
Partilhando o vazio presumido
A mágoa e o desdém
Ao perverso da existência

Teu silêncio tatua espaços
Que por mais que descreias
Ainda fazes teus.

26/dezembro/2003
Porto Alegre



Fazem-me companhia minhas grandes amigas poetas,lisieux e Angela Lara

O MEU SILÊNCIO
lisieux

O meu silêncio tem a delicadeza
das frescas aragens de primavera
da dança das borboletas ao redor das flores
que desabrocham no sopé dos montes...

O meu silêncio tem a força das marés
que arrebentam nas pedras das praias desertas
dos vendavais que derrubam os arvoredos
e das tempestades que assolam as cidadelas...

O meu silêncio tem em si a dor do parto
e a da partida...
A dor da guerra e a da derrota
e a incomensurável dor da despedida...

O meu silêncio tem a beleza da manhã nascente
ou do sol poente, que anuncia a noite
o brilho das estrelas e da lua
e a solidão da abissal escuridão...

O meu silêncio tem a calma de um riacho
a sonoridade de uma cachoeira
as cores do arco-íris, na estiagem
e a luminosidade de um raio de sol...

O meu silêncio vai ao teu encontro
é companhia nas noites de frio
é aconchego e paz nas madrugadas
doce carícia que te percorre a face...

O meu silêncio fala tanto quanto a voz
fala de mim, fala de ti, de nós
fala da vida, da dança das idades...
fala de amor... e chora de saudades.

BH - 27.12.07

Blue Eyes - http://lisieux3.blig.ig.com.br

NOSSO SILÊNCIO
Angela Lara

Eramos sol, no meio da madrugada...
Nossos sons ecoavam em entremeios...
Eramos a paz tão perseguida e desejada
Antecipando um amor cheio de anseios...

Eramos o sino que badalava ao convite
E como promessa, orávamos no silêncio
Eramos o dogma de um amor triste
Eramos náufragos de um sonho derradeiro.

Hoje o silêncio é nosso eterno companheiro
Sei que nada será como a última alegria
E nada mais fará revelar-me por inteiro...

Mas o consolo me faz ser prisioneira
De um amor prometido em tardes frias
E hoje é a marca do nosso eterno silêncio...

Porto Alegre/RS - 27/12/2003 13:36 hrs

enviada por Paola



27/12/2003 02:23

Lembrança do lançamento do livro de contos
"Momentos da Vida" do amigo Paulo Câncio


conto "A CHUVA"

Aquela cidade tinha paisagens bem contrastantes. Casebres miseráveis, construídos em encostas, habitados por pessoas acomodadas a vida, estagnadas; muitas oportunidades de melhora haviam sido recusadas.
Prédios imponentes de propriedade em sua maioria de um único homem, Sérgio Pinheiro da Silva – de origem pobre, agora com cinqüenta anos de idade, solteiro, solitário, muquirana, infeliz.
Vivia neste cidade o padre Antônio Lima, que muito lutara para melhorar a vida dos moradores dos casebres, sem êxito – não queriam ser ajudados. Pouquíssimos aceitaram a mão que ele lhes estendeu. Conversou muito com Sérgio Pinheiro, na esperança de conseguir ajuda material para os pobres e ajuda espiritual para o próprio Sérgio que em um ponto não contrastava com os moradores dos casebres - não queria mudar. Antônio estava desanimado com os resultados de seu trabalho, sua fé estava abalada. Um novo seminarista, Diego, estava reacendendo a chama de seu entusiasmo.Parecia conhecer cada um de seus atos de bondade grandes ou pequenos. “Não deve desvalorizar sua obra”, dizia.

Um dia, uma forte chuva caiu sobre a cidade. Muitos casebres deslizaram. Alguns se feriram; outros, perderam muito do pouco que tinham.Muitos moveram-se, em um ato de desespero, para a fonte de luz que até então vinham ignorando - a igreja. Pessoas que circulavam pela cidade, entraram na igreja para se abrigarem da chuva. Dentre elas, Sérgio Pinheiro da Silva.

O padre foi pego de surpresa. Muitas pessoas ali estavam doentes e precisavam de um médico. Como acomodar e cuidar de tanta gente?
- Façamos nossa parte, padre. Deus fará o resto - disse Diego
Nunca a ajuda de Antônio foi tão bem recebida. Aqueles que entraram para se abrigar da chuva foram envolvidos no processo. Os ex moradores das encostas ajudavam os que estavam em pior situação. Diego
andava de um lado a outro, plantando entusiasmo.

Sergio experimentou naquele dia uma felicidade que ele não recordava mais como era. Sentiu-se útil. Viu a miséria das pessoas. As palavras que o padre depositara em sua mente começavam a fazer sentido. Uma pequena resistência lhe impedia de falar com o padre .Diego, como que adivinhando, provocou um encontro entre os dois.
- Quero usar o meu dinheiro para ajudar esta gente padre.

A “Tragédia” despertara os moradores das encostas para a possibilidade de uma vida nova. Toda sabedoria doada pelo padre começava a ficar clara. O fato de ajudarem-se entre si fez com que se dessem mais
valor. Não iriam reconquistar o que perderam. Conquistariam uma vida melhor.
- A chuva foi uma dádiva divina – comentou, depois, o padre com Diego.
- Realmente foi ,padre Antônio. Agora tenho que partir.
- Partir ? Sua vocação religiosa é excepcional. Você trouxe luz.
- Foi a minha missão. Eu sou um anjo enviado por Deus para restaurar a sua fé e ajudar na realização de seu sonho de tornar a vida do próximo melhor.
Diego desapareceu

enviada por Paola



25/12/2003 22:31
MEU NATAL
Paola Caumo

Na paisagem vislumbrei
Esperanças e amanhãs
O vento nos meus cabelos
Lembrando os movimentos da vida
Os tapetes verdes da serra
Convidando-me a penetrar
Seus matos, seus segredos
As hortênsias cuidadosamente
Plantadas na entrada da cidade
Davam-me as boas vindas com
Seu lindo azul celeste

Meu olhos viajavam
Nas maravilhas na natureza
E quando os sorrisos amigos
Receberam-me
Meu coração dançou de alegria
E assim ficou, embevecido

As gerações reunidas
Todos aconchegados
No grande coração de mãe
Homenagens provocando lágrimas
Chuva de ternura
Nas almas encadeadas pelo amor
Que este momento eternizou

25/dezembro/2003
enviada por Paola



21/12/2003 14:57

eu e minha gatinha Mima

ESTABILIZADA
Paola Caumo

Estou estável
Sem gosto de nada
Enfastiada
Sem motivos para morrer
E no entanto, morna,
Destemperada

Eu que já vivi em picos
Com emoções a flor da pele
Sentimentos exacerbados
Coração descompassado
Sei a dor e a delícia
O gosto azedo e picante
Da vida em montanha russa

Mas cá estou em terra firme
Estabilizada
Querendo ser amada
E arrancada
Desse marasmo
Que o meu amor sozinho
não cura

20/dezembro/2003

enviada por Paola



20/12/2003 18:57

DA COR DO MEU SENTIR
Paola Caumo

Fico aqui parada e muda
Visualizando emoções
Um beijo, um abraço
Corpo ardendo em desejo
Pra ti todo meu calor
Que ouso chamar de amor
Essa cor que me ilumina
Embora mais pareça sina

Enquanto brilho houver
Nas cores do meu sentir
Podes ter toda a certeza
Que me mim estás a existir

20/dezembro/2003

enviada por Paola



20/12/2003 10:55

Minha grande amiga Janete e eu no Fórum Social Mundial de 2002

Esta poesia foi inspirada na Janete, alma maravilhosa que dá sentido a palavra sensibilidade

SENSIBILIDADE
Paola Caumo

Sensibilidade é uma palavra doce:
dizemos que alguém é sensível
quando nos entende.
Quando compreende além do que é dito,
Além do que é mostrado
Além do aparente.

Sensibilidade é transpassar.
É perceber o belo,
É perceber a dor,
É perceber o amor.
É perceber o outro além das máscaras.

Que grande paradoxo!
Nos esforçamos tanto para
não deixar o outro nos ver e
quando alguém nos percebe, dizemos:
Que pessoa sensível. Que pessoa legal.
Nos escondemos, mas queremos ser descobertos.
O medo, ah o velho medo.

Todos temos a tal sensibilidade.
Quando nos abrimos para conhecer o outro
Nosso radar capta os sinais mais tênues.
Mas geralmente temos o sensor desligado,
O corpo fechado, escudos de proteção.
O outro pode me ferir.

Algumas pessoas, é certo
tem a delicadeza de deixar
o sensor da sensibilidade sempre ligado.
Podem sentir o abalo, mas arriscam
Têm coragem, ah a coragem.

Talvez no fundo já saibam
Que as pérolas as vezes ficam escondidas
Que todos têm tesouros preciosos
Clamando para serem descobertos
E compartilhados.

publicada no livro "Mulheres Poetando"

enviada por Paola



16/12/2003 07:45

NAS GARRAS DA SOLIDÃO
Paola Caumo

Falo da solidão da multidão.
Daqueles que estão sempre
acompanhados e, apesar disso,
permanecem imensamente sós.

Falo da solidão do pensamento.
Daqueles que não viajam mais pelo universo;
que ficam presos na jaula da
própria vaidade e individualismo.

Falo da solidão do coração.
Daqueles que amam com egoísmo
e de suas veias secas,
já não flui solidariedade.

Falo da solidão das máquinas.
Daqueles que perderam a capacidade
de reconhecer no outro um semelhante
e suas vidas são um imenso controle remoto.

Falo da solidão do fundamentalismo.
Daqueles que pela ausência de fé,
ou em nome dela, esquecem de serem humanos,
julgam-se o próprio deus.

Falo da solidão do homem da terra.
Daqueles que têm a pretensão
de explorar outros planetas
Quando nem mesmo desvendaram a si próprios.

15/dezembro/2003

enviada por Paola



14/12/2003 14:26

UM PRESENTE DE MEU NOVO AMIGO BAIANO CARLOS


Cena do filme de animação Comilança Animal de Caó Cruz Alves

enviada por Paola



14/12/2003 13:24

Primeira poesia de minha afilhada Milena (com 10 anos)

MIMOSA
Milena Caumo Carniel

Uma gata levada
Apronta sempre macacadas
É muito preguiçosa
Anda sempre toda prosa

Ela é S.R.D
Deve torcer pro PT
Sua mãe perde cabelo
Ela sempre perde pelo

21/setembro/2003





enviada por Paola



14/12/2003 04:53
"Pra não dizer que não falei de"
ROSAS
Paola Caumo

De quando em quando
Minha alma sedenta
Escuta as cores das rosas

Perfeitas

Tudo em seu ser
Dialoga com o universo
Sem insurgência

Seu existir
Nos conduz
Ao aplauso
De seu processo
Pacífico
De perfumar
A vida

Os espinhos
Que as protegem
Não as fazem tristes

As pétalas que caem
Não produzem gritos
Lancinantes

A beleza do jardim
A completa
Não a desgosta

As cores
Ora vivas, ora desbotadas
Chamam o sol
De seu rei

A água e o ar
As fazem vivas
E por isso também
Alimentam
Os pássaros

São felizes
Até como ramalhetes
Por apreciarem
Os sorrisos
O contentamento
De todos os seres

E mesmo
Depois de secas
Deixam sua semente
Para uma nova
Esperança nascer

Ó rosas
Queria eu
Uma simples mortal
Ter um pouco
De tua sabedoria e brandura

28/novembro/2003


enviada por Paola



14/12/2003 04:31
FOTO DA SOBRINHADA!!! Minhas amadas e meus amados



Em pé: Amanda, Joel(Cabelo), EU, Sabrina, Charles, Germano
Agachados: Mariel, Milena, Aline, Dela(mana), Sandra
(E TEM MAIS MINHA GENTE! Não estão todos aqui)

enviada por Paola



14/12/2003 04:01

FESTIVO
Paola Caumo

Assim como a dor
Dilacera o peito
O júbilo chega de ímpeto
Entra e faz sentir

E sem buscar razões
Regozijo ante as dádivas

Não sei qual seu tempo
O maior é este instante. . .
. . .Festivo da alma

30/outubro/2003




enviada por Paola






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