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16/12/2003 07:45
NAS GARRAS DA SOLIDÃO
Paola Caumo
Falo da solidão da multidão.
Daqueles que estão sempre
acompanhados e, apesar disso,
permanecem imensamente sós.
Falo da solidão do pensamento.
Daqueles que não viajam mais pelo universo;
que ficam presos na jaula da
própria vaidade e individualismo.
Falo da solidão do coração.
Daqueles que amam com egoísmo
e de suas veias secas,
já não flui solidariedade.
Falo da solidão das máquinas.
Daqueles que perderam a capacidade
de reconhecer no outro um semelhante
e suas vidas são um imenso controle remoto.
Falo da solidão do fundamentalismo.
Daqueles que pela ausência de fé,
ou em nome dela, esquecem de serem humanos,
julgam-se o próprio deus.
Falo da solidão do homem da terra.
Daqueles que têm a pretensão
de explorar outros planetas
Quando nem mesmo desvendaram a si próprios.
15/dezembro/2003
enviada por Paola
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