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10/01/2004 18:34
AMOR PROFANADO
Paola Caumo
eu que pensei
que me amavas
como nenhum outro
com tua alma junto a minha
e quando me possuías
te rendias ao fascinante
mundo de nós dois
eu que pensei
que se não pudéssemos
realizar este sonho
poderíamos ao menos
vivê-lo através do olhar
e sua intensidade seria
tão grande ou maior
que nossos corpos unidos
eu que pensei
que tu eras diferente
que jamais farias-me
sentir objeto infame
que jamais tornar-te-ia vil
ao nosso sentimento
que escaparias à desilusão
completa de minhas utopias
eu que pensei
que nosso amor era sagrado
e jamais poderias profaná-lo
por sentir-te em mim como
eu sentia-me em ti
e por mais humanos que fossemos
nosso amor estava imune
ao primário e selvagem ferir
eu que pensei
que nosso amor
seria imaculado
para sempre guardado
no âmago de nós
pensei errado
está quebrado
profanado
aviltado
antes nunca o
tivesse sonhado
10/janeiro/2004
Me acompanhou minha "dinda" e poetisa Lisieux
AMOR SEM PECADO
Lisieux
eu pensei que o nosso amor fosse daqueles
sem hora marcada, sem papel passado
que não tivesse presilhas e só se aprisionasse
pelos eternos laços da ternura
imaginei que os nossos olhares
mesmo não estando mergulhados
ao vivo e a cores um no outro, pessoalmente
pudessem para sempre se fazer presentes
na doce magia dos encontros virtuais
até pensei que o nosso amor jamais pudesse
ser profanado, ser assim jogado
na lixeira tão cruel do esquecimento
mas me enganei e só agora vejo
que o amor que eu julguei que fosse eterno
foi para ti apenas vil divertimento
e amor que eu pensava sem pecado
agora é cicatriz, sinal marcado
guardado para sempre no arquivo da memória
apenas um momento em minha história...
BH - 10.01.04 / 20h02m
enviada por Paola
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