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04/03/2004 17:29
A SOLIDÃO DE SER
Paola Caumo
Custa a entender, não me convenço
Que sempre serei só no meu ser
Ninguém sentirá as minhas dores,
Ninguém será feliz por mim,
Ninguém realizará o meu legado,
Ninguém pode ME ser.
Acalento sempre o sonho
Que não serei só no meu ser.
Mas esse é um desejo impossível.
A cada alma sua existência,
Suas dificuldades, suas potencialidades.
A cada um o seu sentir,
Suas belezas e suas tristezas.
As vezes me deparo com
essa solidão de ser,
do meu ser, do meu existir.
Nessas horas o mundo é grande demais
e a minha angústia é a minha impotência
diante de mim mesma.
Custa a entender, não me convenço
Que sempre serei só no meu ser.
Acima de qualquer relação,
por mais que bata meu coração,
O amor que serena e pacífica
que expande e multiplica
Antes de mais nada
ama seu próprio ser.
03/03/2004
Posto aqui um poema da amiga Célia Lamounier publicado livro de sua autoria "Sirgas e Organsins" 1986
NO PALCO
Célia Lamounier MG
Estamos todos sozinhos,
entregues a nosso destino:
vede uma dor que aparece,
uma criança que chora,
um grande amor que se esquece,
um homem velho que tomba!
Vede também quanta guerra,
quanta ambição desmedida
e tanta luta perdida!
Sozinhos...
no palco da terra.
http://celialamounier.portalcen.org
enviada por Paola
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